Como vender mais usando o Facebook

Como vender mais usando o Facebook

Há tempos o Facebook deixou de ser mera ferramenta virtual para se tornar um dos mecanismos de maior relevância dentro da estratégia de comunicação. Na época atual, começar um negócio sem apresentá-lo ao mundo através de uma fanpage é, basicamente, assinar seu atestado de fracasso.

Ela garante a sua empresa, antes de qualquer coisa, certa credibilidade. No passado, entre clientes e fornecedores havia uma lacuna, e o contato era realizado apenas em casos de necessidade real. Já no presente, os métodos adotados são outros. A ideia é que, para o seu consumidor, a empresa seja tão acessível quanto o colega que ele chama no face para tirar uma dúvida da prova de semana que vem, por exemplo.

Pareceu óbvio? Vai ficar mais ainda. Digo isso pois é engraçado como, analisando semanalmente fanpages e mais fanpages, percebo como erros tão evidentes são cometidos todos os dias por grandes marcas e instituições renomadas, sem aparentarem a menor preocupação em uma melhora gradual ou uma mudança drástica. Nada. O engajamento é infame, e mesmo assim a elaboração de pautas segue inalterada, afinal de contas, estamos falando de fanpages com mais de mil, 10 mil, 500 mil curtidas. E esses números são a prova real da qualidade na comunicação das mídias sociais, certo? Errado. Muito errado.

Segue abaixo os erros mais comuns em fanpages de empresas com pequeno, médio e grande porte. Analise-se e verifique em quais desses tópicos você precisa melhorar.

Comunicação óbvia

Um público-alvo, mil e uma formas de atingi-lo.
Se me pedisse para apontar, de todos, o erro mais corriqueiro, seria esse. É absurdo, mas na maioria das vezes, a impressão que me dá é que se pegássemos cinco empresas de qualquer segmento aleatório e agrupássemos todos esses posts em qualquer um dos perfis, ninguém notaria diferença entre eles. Isso porque não há.

Você deve ser único. Em produto, identidade visual e comunicação. Enquanto a conversação boring fizer parte da sua estratégia, você será apenas mais um misturado aos seus concorrentes na timeline do seguidor.

Engajamento

O que estão falando dos seus posts? Aliás, estão falando?
As pessoas tem uma preocupação excessiva com o número de seguidores. Querem muito, desejam piamente, estabelecem metas. Quando, na verdade, o que realmente irá trazer resultados é o engajamento com o público que te segue. 200 mil seguidores e 10 curtidas por postagem, isso é mais comum do que você imagina. Não sabe por que isso acontece? Entenderá no próximo tópico.

Conteúdo Irrelevante

Se ninguém quer saber, é trabalho jogado fora.
Se for produzir algo meia-boca, não produza. Se for fazer porque deve ser feito, não faça. Se for compartilhar pelo simples motivo de que algo deve ser compartilhado, não compartilhe. Muitas empresas criam uma fanpage como um canal direto de comunicação com seus clientes, ignorando os futuros leads que descobrem suas existências no Facebook e, seduzidos pela comunicação diferenciada e produção de conteúdo pertinente, passam a segui-los para logo então, posteriormente, consumir seus produtos ou serviços. Antes de aprovar uma pauta de mídias sociais, se faça um simples questionamento: Eu me interessaria por isso?

Se sim, siga em frente. Se não, volte duas casas.

Baixa interação

Há comunicação, e a conversação?
Daí que um seguidor requeriu orçamento via comentário e, pelas regras da empresa, você não pode divulgar essa informação em local público. Sendo assim, você abre o inbox, envia a solicitação, e pronto! Um problema resolvido, porém outro desencadeado.

Imagine que depois de alguns dias eu entre na sua fanpage e veja o tal seguidor até hoje “sem resposta”. E não somente ele, como uma penca de diversos outros que passaram pelo mesmo procedimento. Neste momento não importa o quão incrível seja a comunicação, ou de quais formas o produto é capaz de mudar vidas, você passará uma impressão de desinteresse mediante às necessidades do seguidor.

Quem quer que entre na sua página, deve perceber que você quer e vai ajudar, pois você PODE. E, mesmo tratando-se de um dado delicado, avise que você conversará via mensagem privada, deixando claro de que está sempre à disposição para quaisquer outras dúvidas.

Relacionamento robotizado

Em pleno 2017, e nós ainda preferimos seres humanos.
Você conhece a Siri, software da Apple? Tenho certeza que, ao menos, já ouviu falar. E você  se questionou ao que se deve o sucesso da ferramenta? Seria pela praticidade? Bem, o meu palpite vai além. Quando jogamos “Siri Apple” no YouTube, vemos dezenas de vídeos com milhares de visualizações. E não é à toa, é interessante assistir um aplicativo respondendo como gente, às vezes contando uma piada e até rejeitando o convite para um encontro. Não precisa ser um gênio visionário para saber que a Apple continuará investindo para a ferramenta  se tornar tornar cada vez mais humanizada.

Recentemente num evento de marketing digital, enquanto aguardava o início de uma palestra, ouvi uma jovem empresária, sentada ao meu lado, dizer que mais da metade dos seus clientes optava por fazer suas compras via WhatsApp, ao invés da loja virtual. Você imagina por quê?

Confiança. Quando você compra de um site, você negocia com uma máquina. No WhatsApp existe um ser humano do outro lado com defeitos, qualidades, preferências e opinião própria. Ele poderia comercializar o que quisesse, mas optou por um segmento porque é o que ele entende, gosta ou acredita ser bom a ponto de se  tornar representante.

Resolvi te contar tudo isso para que você entenda que não há necessidade alguma de  se comunicar com seu público de maneira robótica, muito pelo contrário. Mostre que existe uma pessoa por trás, representando a empresa.Você suportaria seguir alguém que posta sempre as mesmas coisas sobre si mesmo? Porque eu, não.

Aposto que você se identificou com algum dos assuntos mencionados, certo? Não tem problema. Agora que você reconheceu seus erros, vamos fazer diferente para ter resultados diferentes?

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